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Atualizado hoje às 10:55
Novas regras tornam mais rígida publicidade de bets
Anúncios terão alertas sobre riscos das apostas online
As novas regras para a publicidade das empresas de apostas esportivas online, as chamadas bets, passam a valer nesta sexta-feira, 17 de julho, em todo o país. As medidas, estabelecidas pelo Ministério da Fazenda, tornam mais rígidas as normas para campanhas publicitárias, obrigando a veiculação de alertas sobre os riscos das apostas, impondo restrições às estratégias de marketing e reforçando a fiscalização sobre empresas que atuam de forma irregular.
As medidas incluem a obrigatoriedade de mensagens de advertência nas campanhas publicitárias, novas restrições às estratégias de marketing e o reforço da fiscalização sobre empresas que atuam de forma irregular.
Advertências obrigatórias
Toda publicidade de empresas autorizadas deverá exibir uma das seguintes mensagens:
"Ministério da Fazenda adverte: apostar faz você perder dinheiro";
"Ministério da Fazenda adverte: apostar pode causar dependência";
"Ministério da Fazenda adverte: aposta não é investimento".
Segundo o Ministério da Fazenda, o objetivo é conscientizar a população sobre os riscos financeiros e de dependência associados às apostas.
O que passa a ser proibido
As novas regras também restringem diversas estratégias de marketing utilizadas pelas plataformas de apostas. Fica proibido:
- apresentar apostas como forma de investimento ou renda;
- sugerir ganho fácil de dinheiro;
- criar senso de urgência para estimular apostas;
- utilizar comentaristas esportivos, especialistas ou influenciadores para induzir o público a apostar;
- divulgar históricos de premiações ou resultados anteriores como forma de incentivar novas apostas;
- direcionar publicidade a crianças e adolescentes.
De acordo com o ministro Dario Durigan, comentaristas e especialistas não poderão utilizar sua credibilidade para sugerir apostas ou transmitir a ideia de respaldo técnico às plataformas.
Fiscalização e combate às bets ilegais
O governo reafirmou que empresas sem autorização continuam proibidas de operar e de anunciar no país. A restrição também vale para influenciadores, plataformas digitais e veículos de comunicação que divulgarem publicidade dessas empresas.
Penalidades
As operadoras que descumprirem as novas regras estarão sujeitas a:
- multa de até 20% do faturamento;
- suspensão das atividades por até 180 dias;
- cassação da autorização de funcionamento em casos de reincidência grave.
Balanço da fiscalização
Desde a regulamentação do setor, o Ministério da Fazenda informa que:
- 56 mil sites de apostas ilegais foram retirados do ar;
- cerca de mil perfis de influenciadores foram derrubados;
- aproximadamente um milhão de apostadores tiveram a autoexclusão determinada por estarem em desacordo com as restrições previstas na legislação, incluindo beneficiários de programas sociais e pessoas enquadradas nas regras definidas pelo Supremo Tribunal Federal.
O ministério também informou que 37 fintechs foram notificadas neste ano por suspeita de movimentar recursos relacionados a plataformas ilegais de apostas.
Regulamentação
A regulamentação do setor ocorreu de forma gradual:
2018: lei autorizou as apostas esportivas de quota fixa, mas sem regulamentação;
2023: Congresso aprovou as regras gerais do setor;
2024: criação da Secretaria de Prêmios e Apostas, vinculada ao Ministério da Fazenda;
2025: início da cobrança de outorgas e da operação regular das empresas autorizadas;
2026: reforço da fiscalização e endurecimento das regras de publicidade.