Saúde
Publicado hoje às 08:25
Prefeitura e interventora do HDP se manifestam sobre impasse com médicos e reforçam reestruturação do hospital
Nota esclarece medidas adotadas diante de dívida superior a R$ 30 milhões e destaca manutenção dos atendimentos à população
A Administração Municipal de Frederico Westphalen e a interventora do Hospital Divina Providência (HDP), Lisete Cristina Bison, divulgaram nota de esclarecimento nesta sexta-feira, 17 de abril, sobre os fatos envolvendo a relação com profissionais médicos da instituição.
De acordo com o documento, uma reunião realizada no gabinete do prefeito Orlando Girardi contou com a presença da interventora, representantes do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) e equipe jurídica do hospital. O encontro teve como pauta principal o aviso prévio de 60 dias concedido a dois médicos que atuam no plantão, referente à rescisão de contratos terceirizados.
A administração destacou que o hospital enfrenta uma grave situação financeira, com dívida superior a R$ 30 milhões acumulada ao longo dos anos, o que exige uma reestruturação administrativa e operacional. Conforme a nota, medidas anteriores não surtiram efeito, sendo necessárias ações mais efetivas para garantir a continuidade dos serviços.
Durante a reunião, o Simers propôs uma negociação, condicionando o início das tratativas à revogação imediata dos avisos prévios. A Administração Municipal informou que não aceitou a condição, considerando inadequada diante do cenário enfrentado.
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Ainda segundo a nota, após o impasse, foram apresentadas 22 cartas de aviso prévio de médicos vinculados ao hospital. Os documentos não foram protocolados pela Prefeitura, sob o entendimento de que a formalização deveria ser feita individualmente junto à instituição.
O texto também menciona que há rumores sobre possível pressão na assinatura das cartas, o que, segundo a administração, deverá ser apurado com cautela.
A Prefeitura informou que está em andamento uma auditoria externa no hospital, com o objetivo de identificar as causas da situação financeira. O resultado deverá ser divulgado nos próximos meses.
Por fim, a Administração Municipal reafirma que não há risco de falta de profissionais ou insumos e que segue aberta ao diálogo institucional, desde que sem condicionantes, com foco na manutenção dos atendimentos e na recuperação do hospital.
Integra da nota
NOTA DE ESCLARECIMENTO
A Administração Municipal de Frederico Westphalen e a interventora do Hospital Divina Providência (HDP), Lisete Cristina Bison, vêm a público prestar esclarecimentos à comunidade acerca dos fatos ocorridos na tarde desta sexta-feira, 17 de abril e que estão sendo amplamente publicados nos diversos meios de comunicação acerca de questões relacionadas ao Hospital.
A reunião foi realizada no gabinete do prefeito Orlando Girardi, com a presença da Interventora, da direção do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) e do corpo jurídico que assessora o HDP, neste momento de reestruturação. O encontro teve como pauta principal o aviso prévio de 60 dias que foi dado a dois profissionais médicos que trabalham no Plantão do Hospital para a rescisão de seus contratos terceirizados como previsto na pactuação.
Foi esclarecido que o Hospital Divina Providência necessita de uma profunda reestruturação administrativa e operacional em razão da grave situação financeira, com dívida superior a R$ 30 milhões, acumulada ao longo dos últimos anos.
Citou-se que medidas paliativas foram tentadas anteriormente, sem êxito, o que reforça a necessidade de ações efetivas — ainda que, por vezes, difíceis —para assegurar a continuidade dos serviços prestados à população.
Após a etapa de esclarecimentos, o presidente do Simers, médico Marcelo Matias, propôs uma negociação de conciliação entre médicos e gestores. No entanto, de pronto condicionou qualquer início de negociação à prévia e imediata revogação do aviso prévio dado aos profissionais por parte da administração municipal e da Interventora.
Na certeza de que a negociação requer diálogo, com reciprocidades e não imposição de condições unilaterais, não foi possível qualquer avanço na proposição do diretor do sindicato. A administração entendeu as condicionantes inadequadas diante do momento sensível enfrentado pela instituição.
A Administração Municipal não deixou de reconhecer a importância dos profissionais médicos e das entidades representativas, mas reafirma a firmeza de sua atuação prioritariamente em prol do interesse público. O objetivo central é buscar medidas capazes do equilíbrio operacional e financeiro e assim garantir a manutenção do hospital, com atendimento humanizado, universal e de qualidade, comprometido com toda a comunidade, com sobreposição do interesse público ao particular.
Diante da firmeza da posição da Administração contra as condicionantes impostas, o Simers apresentou 22 cartas de aviso prévio para a rescisão dos contratos de terceirização de médicos vinculados ao HDP. Para qualquer entendedor, apenas isso é suficiente para demostrar o radicalismo, ao contrário afirmado pelo representante sindical.
Tais documentos não foram acolhidos no setor de protocolos da Prefeitura, tendo em vista o entendimento de que cada profissional deveria formalizar individualmente sua manifestação e protocolá-la no Hospital.
Há rumores de que as referidas cartas teriam sido firmadas sob orientação e possível pressão por parte da entidade sindical, o que demanda bom senso, cautela e apuração adequada dos fatos.
Informa-se, ainda, que está em andamento uma auditoria externa no HDP, contratada e custeada pelo Município, com o objetivo de apurar, de forma detalhada, as origens e as possíveis causas da atual situação financeira. Assim que concluídos os trabalhos, os resultados serão amplamente divulgados, em respeito ao princípio da transparência e ao direito da população à informação.
Por fim, a Administração Municipal esclarece que não há qualquer tipo de ameaça aos profissionais médicos, conforme mencionado pelo presidente do sindicato, mas sim o firme compromisso com a recuperação do Hospital Divina Providência, mudanças de paradigmas e modelo de gestão.
Reitera-se, ainda, a abertura ao diálogo institucional, desde que conduzido com responsabilidade, respeito, diálogo, sem condicionantes, e foco na preservação de um serviço essencial à comunidade.
À população, reafirmamos o compromisso de que não haverá falta de profissionais médicos ou de insumos. Neste sentido, é importante reiterar que apenas houve carta de aviso prévio de 60 dias dos profissionais.
Em relação ao Sindicato, reafirmamos nosso firme propósito de harmonia e integração para busca de soluções conjuntas, através do diálogo e equilíbrio, sem imposição de condições unilaterais e com a presença de membros do Instituto MEDIAR/RS.
Contamos com o apoio da população neste difícil desafio de fazer do Hospital Divina Providência um hospital de todos e para todos.
Administração Municipal de Frederico Westphalen
Interventora do HDP