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  • Prejuízo com as chuvas no Rio Grande do Sul já passa de R$ 9,5 bilhões

    Dos 460 municípios afetados, 320 estão em situação de emergência e 46 em estado de calamidade pública

    Os Municípios gaúchos afetados pelos temporais desde o fim de abril já contabilizam mais de R$ 9,5 bilhões de prejuízos financeiros, sendo R$ 2,4 bilhões no setor público, R$ 2,5 bilhão no setor privado e a maioria dos prejuízos, por enquanto, referem-se ao setor habitacional, com R$ 4,6 bilhões. Até o momento, foram registrados impactos em 106,5 mil habitações. A CNM, que acompanha diariamente a situação, reforça que os dados são parciais, uma vez que as gestões locais ainda enfrentam diversas dificuldades para inserir as informações nos sistemas.

    A Confederação Nacional de Municípios (CNM), em contato constante com os Municípios afetados pelas chuvas no Rio Grande do Sul, informa que o número de pessoas desaparecidas vem diminuindo. A exemplo de Eldorado do Sul, que saiu de 300 para 50 desaparecidos, e Canoas, de 114 para 17 pessoas que ainda não foram encontradas. A entidade municipalista alerta, porém, que os dados inseridos no sistema do governo federal ainda são alarmantes, pois 469 pessoas ainda estão desaparecidas.

    A tragédia já soma 151 mortes confirmadas, de acordo com os dados coletados até as na quinta-feira, 16 de maio. 

    Contexto 

    Desde o dia 24 abril, as tempestades estão assolando o Estado do Rio Grande do Sul, causando mais de R$ 9,5 bilhões em prejuízos financeiros.

    São 460 Municípios afetados, segundo a Defesa Civil Estadual. Destes, 320 Municípios em situação de emergência e 46 em estado de calamidade pública devidamente reconhecidos pelo governo do estado do Rio Grande do Sul e pelo governo federal, por rito sumário, sendo que 364 registraram os decretos no sistema federal. A CNM destaca que a maioria dos Municípios que registrou seus decretos de anormalidade começaram a detalhar os danos materiais e humanos. Já sobre prejuízos, apenas 92 Municípios começaram a inserir os valores de prejuízos públicos e privados. Portanto, o total de R$ 9,5 bilhões diz respeito aos prejuízos parciais de 92 Municípios. Reitera-se que as informações são parciais e as informações são atualizadas diariamente pelos Municípios, uma vez que, em algumas localidades, os níveis da água já começaram a baixar. 

    Setores mais afetados

    O total de R$ 9,5 bilhões em prejuízos foi informado pelos Municípios, mas são parciais e estão sendo alterados pelos gestores locais à medida que o nível da água continue a baixar. Desse total, tem-se que R$ 2,4 bilhões são no setor público, R$ 2,5 bilhões no setor privado e a maioria dos prejuízos, por enquanto, refere-se ao setor habitacional, com R$ 4,6 bilhões, sendo mais de 106,5 mil casas danificadas ou destruídas. A CNM reitera que os dados são parciais, informados pelos gestores municipais e estão sendo atualizados à medida que mais Municípios preenchem as informações no sistema federal. Por isso, os valores sofrem constantes alterações para mais ou menos à medida que as verificações em campo se intensificam.

    2.1. Impacto nas Habitações:

    Danificadas: 97,3 mil;
    Destruídas:  9,2 mil;
    Total unidades habitacionais afetadas:  106,5 mil;
    Prejuízos na habitação: R$ 4,6 bilhões.

    2.2. Principais setores públicos afetados:

    Danos materiais (instalações públicas como escolas, hospitais, prefeituras, prédios de serviços públicos, instalações de usos comunitários, etc.): R$ 429,6 milhões em prejuízos;
    Obras de infraestrutura (pontes, calçamento, asfaltamento de ruas e avenidas, viadutos, sistemas de drenagens urbanas etc.): R$ 1,7 bilhão em prejuízos;
    Sistema de transportes: R$ 95,5 milhões em prejuízos;
    Assistência médica emergencial: R$ 9  milhões em prejuízos;
    Sistema de esgotamento sanitário: R$ 19,3 milhões em prejuízos;
    Limpeza urbana e remoção de escombros (recolhimento e destinação): R$ 38 milhões em prejuízos;
    Geração e distribuição de energia elétrica: R$ 4,8 milhões em prejuízos;
    Sistema de ensino: R$ 84,1 milhões em prejuízos;
    Abastecimento de água: R$ 11,1 milhões em prejuízos;
    Sistema de controle de pragas e vetores (desinfestação e desinfecção): R$ 1,3 milhão em prejuízos;
    Distribuição de combustíveis: R$ 2,1 milhões em prejuízos;
    Segurança Pública: R$ 2 milhão em prejuízos;
    Telecomunicações: R$ 965 mil

    2.3. Principais setores privados afetados:

    Agricultura: R$ 1,8 bilhão em prejuízos;
    Pecuária: R$ 207,8 milhões em prejuízos; 
    Indústria: R$ 267,5 milhões em prejuízos;
    Comércios locais: R$ 127,5 milhões em prejuízos;
    Demais serviços: R$ 84,6 milhões em prejuízos.


    Danos humanos 

    151 mortos;
    104 desaparecidos;
    91,2 mil desabrigados;
    646,4 mil desalojados;
    8,8 mil feridos e enfermos;
    3,3 milhão de pessoas afetadas.

    *Informações CNM 

    Heloise Santi - Jornalismo Grupo Chiru
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