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  • RS investiga caso suspeito de ebola

    O paciente está recebendo acompanhamento especializado enquanto material coletado será analisado pela Fiocruz

    O Rio Grande do Sul investiga um caso suspeito do vírus ebola em um homem de 64 anos que esteve em Uganda, na África. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde (SES), o paciente foi atendido em uma unidade de saúde de Nova Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

    Foram coletadas análises e enviadas à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o laboratório nacional de referência em pesquisas infecciosas, que indicará se o caso é ou não ebola. Conforme a SES, o paciente será encaminhado para Porto Alegre, em uma unidade de referência estadual, onde receberá acompanhamento especializado.

    A pasta também informou que foi realizado teste rápido para malária, o qual teve resultado positivo. O tratamento adequado para a doença já foi iniciado.

    Mesmo com o avanço nas investigações sobre a doença no paciente, o Centro de Vigilância Epidemiológica classifica o risco de um surto de ebola no Brasil, ou na América do Sul, como muito baixo. Além disso, a Sociedade Brasileira de Infectologia publicou uma nota técnica, afirmando que a evolução para um cenário de pandemia "não é considerada provável no momento".

    Saiba o que é o ebola e o recente surto da doença na República Democrática do Congo

    Em 17 de maio, a Organização Mundial da Saúde declarou a situação da República do Congo como uma emergência de saúde pública de importância nacional. No país africano foram identificadas, pelo menos, 220 mortes suspeitas e 900 casos suspeitos. Em Uganda, país vizinho, 101 casos foram confirmados, com 10 óbitos.

    O ebola é um vírus descoberto em 1976, em uma pandemia que aconteceu na República do Congo e no Sudão do Sul. O nome da doença faz referência ao Rio Ebola, uma vez que um dos surtos aconteceu em uma aldeia próxima.

    A transmissão do vírus acontece, principalmente, pelo contato com sangue, tecidos ou fluidos corporais de indivíduos infectados, estejam eles vivos ou mortos. No entanto, não há transmissão pelo ar.

    De 2014 a 2016, período do maior surto já registrado, houve cerca de 28,6 mil casos suspeitos em Guiné, Serra Leoa e Libéria, com 11,3 mil mortes, segundo a Fiocruz. Apesar de tantos casos serem registrados e esta ser a 17ª epidemia desde 1976, ainda não há vacinas disponíveis ou tratamentos aprovados para a cepa causadora do surto atual, a Bundibugyo.

    Sintomas

    O período entre a infecção pelo vírus e o aparecimento dos primeiros sintomas varia de dois a 21 dias. Segundo a OMS, os principais são:

    - Febre;

    - Fadiga;

    - Mal-estar;

    - Dores musculares;

    - Dor de cabeça;

    - Dor de garganta.

    Apesar dos sintomas se assemelharem à dengue ou à influenza, o diferencial do ebola é a prevalência maior de pacientes com febre e sem tantos sintomas respiratórios.

    *Informações GZH e g1

    Beatriz Vieira - Jornalista Grupo Chiru
    No Ar: Boteco da Chiru com Amanda Busnello 19:00 - 21:00

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