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  • Bem-estar animal para produção de leite

    Boas condições garantem mais eficiência produtiva e econômica na atividade

    A bovinocultura de leite é importante na matriz produtiva da região, envolvendo em torno de sete mil famílias de agricultores familiares, na sua maioria. O bem-estar animal é fundamental para a obtenção de mais eficiência produtiva e eficiência econômica na atividade. Alguns aspectos são fundamentais para levar a atingir a condição de bem-estar do rebanho

    ALIMENTAÇÃO: oferecer aos bovinos de leite uma dieta equilibrada o ano todo em quantidade adequadas, é o princípio básico pensando em bem-estar. Ofertar volumosos na quantidade e com qualidade ideal, são fundamentais para manter a produção de leite e sanidade do rúmen, independente da espécie forrageira, deve suprir a demanda de matéria seca, fibras, energia, proteína e demais nutrientes. Qualquer mudança na alimentação deve ser gradativa, mudanças bruscas prejudicam o sistema digestivo e a produção de leite.

    A SOMBRA: a oferta de sombra para o rebanho leiteiro pode ser natural ou artificial. É a medida mais barata para amenizar o estresse calórico dos animais. O ideal é que 35% da área de pastagem esteja sombreada, isso faz com que se consigam temperaturas no verão cerca de 8°C menores que a média e 3,5°C maiores no inverno, favorecendo o conforto térmico dos bovinos de leite. A sombra natural é o mais indicado em sistemas a base de pasto, com ou sem suplementação. Podem ser usadas espécies com fim de comercialização posteriormente, como é o caso de eucalipto para madeira e os frutos da nogueira pecã e, caso o objetivo seja apenas sombra, o plátano é uma excelente opção, de crescimento rápido e podem-se fazer mudas por estaquia. Os agricultores interessados na adoção do sistema silvipastoril (SSP), podem procurar os escritórios da Emater de seus municípios para buscar mais informações.

    A ÁGUA: o fornecimento de água de qualidade é tão importante quanto à alimentação, cerca de 60% a 80% da necessidade do animal é de ingestão de água, o restante é alimentação. As vacas gastam em média 20 a 30 minutos por dia para tomarem água e desta ingestão 30% a 40% é consumida nas imediações da sala de ordenha, caso a água esteja presente ali. Uma vaca em lactação consome em média 150 litros, numa temperatura ideal da água para o consumo das vacas é entre 25°C e 30°C. O ideal é que se façam bebedouros rasos e compridos, favorecendo que o primeiro sol da manhã já aqueça a água e na saída da sala de ordenha esteja à água na temperatura adequada ou menos gelada.

    LOCOMOÇÃO E INSTALAÇÕES: o trajeto deve ter o menor número de obstáculos possível, no caso de pedra soltas para evitar que sejam causadas lesões, o animal passa a não colocar todo o casco no solo dividindo a carga desbalanceada a vaca. Se o animal passar muito tem tempo em pé, além de não ser favorável a ruminação e consequentemente a produção de leite o casco também é prejudicado. Portanto, é fundamental que o produtor no momento de planejar a atividade e formação do plantel, defina a raça e tamanho dos animais de acordo com o sistema utilizado na produção. Melhorias nas instalações, facilitar acessos diminuindo distâncias, evitar a formação de lodo e lama, todas estas alterações favorecem o bem-estar dos bovinos de leite.

    Quando criamos uma condição para as vacas deitarem em local mais limpo, sem barro, sem mosca proporcionaremos uma vida mais saudável a estes animais.

    Preocupar-se com o bem-estar dos bovinos de leite é uma tendência mundial e demanda do mercado consumidor, usa-se a expressão cow friendly - leite amigável. O manejo dos bovinos de leite de forma planejada, sem correria e sem gritos gera lucros ao agricultor.

    Valdir Sangaletti