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  • Transformações na agricultura se intensificaram no Século 21

    De um ano para o outro, as pessoas percebem os reflexos deste processo dinâmico

    Foi com muita satisfação que aceitei o convite do Grupo Chiru Comunicações para ocupar o espaço de opinião sobre agricultura. Os desafios nos fazem caminhar, e, caminhando encontramos caminhos que ajudam a chegar a lugares e ou situações melhores. Contudo, novos caminhos sempre são desafiadores, exigindo maior dedicação, empenho e, sobretudo, profissionalismo.

    Temas atuais estarão na pauta deste espaço. Também será dada importância aos temas fundantes da situação atual da agricultura brasileira e local. Pois, há mais de um século teóricos da questão agrária travam um intenso debate sobre o futuro da agricultura e dos sujeitos do campo, os agricultores.

    A primeira década do Século 21 demonstrou que as transformações na agricultura se intensificaram. De um ano para o outro, as pessoas percebem os reflexos deste processo dinâmico, com novas tecnologias, inovações constantes nos processo de produção e nas relações de trabalho e de acesso à terra. Muitas destas mudanças são estruturais, dando nova dinâmica ao processo de desenvolvimento local. Por exemplo, a diminuição do número de agricultores vai interferir na oferta de trabalho e na economia local. Da mesma forma, percebe-se um movimento de concentração dos fatores de produção como capital e terra, dando a entender que os “pequenos” agricultores terão dificuldade de se manter na atividade.

    Em minha opinião, a questão central da agricultura regional está posta. Como será a agricultura regional no futuro? O que estamos fazendo para interferir no “processo natural” que o capital impôs aos setores produtivos regionais? Algumas questões serão abordadas nas próximas participações neste espaço. Gostaria de ter o retorno, com a sua opinião sobre o tema abordado.

    Espero contribuir com informações relevantes e gerar o debate necessário para que a comunidade organizada possa interferir na construção do “nosso futuro comum”, e que a agricultura seja, cada vez mais, sustentável.

    Gelson Pelegrini